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Apple paga 95 milhões de euros devido a reclamações sobre baterias do iPhone

A empresa pediu desculpa por tornar mais lentos os iPhones e concordou em substituir as baterias a um preço com desconto acentuado. No entanto, nunca reconheceu qualquer infração.

Bloomberg
Lusa 19 de Novembro de 2020 às 01:02
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A Apple vai pagar 113 milhões de dólares (95 milhões de euros) para resolver a acusação de ter deliberadamente tornado mais lentos os iPhones mais antigos para ajudar a prolongar a vida útil das suas baterias.

O anúncio foi feito esta quarta-feira pela empresa, que também informou sobre a intenção de reduzir para metade, a partir do próximo ano, as suas comissões da loja de aplicações, para a maioria dos criadores, numa altura em que se intensifica o debate sobre se a fabricante do iPhone tem estado a usar as taxas para aumentar injustamente os seus lucros e asfixiar rivais que competem contra a sua própria música, vídeo, e outros serviços de subscrição.

A Apple reconheceu que uma atualização de ´software` lançada em 2017 prejudicou o desempenho de iPhones mais antigos.

O pagamento segue-se a um acordo anterior que exigia que a Apple pagasse até 500 milhões de dólares para resolver uma ação judicial de classe intentada na Califórnia, por mais de 30 Estados.

A Apple defendeu-se dizendo ter sido uma forma de evitar a inutilização involuntária dos iPhones mais antigos à medida que as suas baterias se deterioravam, mas os críticos afirmaram que a empresa o fez para ajudar a incentivar mais consumidores a comprar modelos mais recentes.

A empresa pediu desculpa por tornar mais lentos os iPhones e concordou em substituir as baterias a um preço com desconto acentuado. No entanto, nunca reconheceu qualquer infração.

Também hoje a empresa tecnológica anunciou que vai baixar as comissões da Apple para subscrições em aplicações e outras compras da taxa de 30% que tem estado em vigor desde 2008 para 15%, a partir de 1 de janeiro.

O desconto só se aplicará aos criadores com receitas de loja de aplicações até um milhão de dólares anuais, limiar que exclui os criadores de algumas das aplicações mais populares descarregadas em iPhones, iPads e outros dispositivos Apple.

Este grupo inclui dois dos mais ferozes críticos da Apple, o serviço de streaming de música Spotify, e Epic, o criador do popular jogo de vídeo Fortnite.

Cerca de 98% dos criadores de aplicações geram anualmente menos de 1 milhão de dólares (840 mil euros) em receitas, de acordo com a empresa de análise móvel SensorTower, e contribuem apenas cerca de 5% para as receitas das lojas de aplicações da Apple.

As comissões das lojas de aplicações alimentam a divisão de serviços da Apple, que viu as suas receitas subirem 16% para quase 54 mil milhões de dólares durante o último ano fiscal da empresa, que terminou em setembro. Apenas as vendas do iPhone geram mais receitas para a Apple do que os serviços.
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