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Galp Energia continua com prejuízos no terceiro trimestre

Os resultados ficaram abaixo do esperado pelos analistas, que contavam com um regresso aos lucros no terceiro trimestre. O prejuízo no terceiro trimestre atirou a Galp também para o vermelho no acumuldo dos primeiros nove meses do ano.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 26 de Outubro de 2020 às 07:26
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A pandemia manteve as contas da Galp Energia no vermelho, com a petrolífera a sofrer o segundo trimestre seguido de prejuízos entre julho e setembro, embora menos de metade do registado nos três meses anteriores.

A petrolífera liderada por Carlos Gomes da Silva, segundo um comunicado envido à CMVM, registou um resultado líquido RCA negativo de 23 milhões de euros no terceiro trimestre, um valor que compara com 101 milhões de euros positivos no mesmo período do ano passado.

Comparando com o segundo trimestre deste ano (-52 milhões de euros), os prejuízos baixaram para menos de metade. Mas ficaram muito abaixo do esperado pelos analistas, que de acordo com a Bloomberg, contavam com um regresso aos lucros entre  julho e setembro (22,7 milhões de euros).

No acumulado dos primeiros nove meses do ano a Galp Energia também permanece no vermelho, com um prejuízo de 45 milhões de euros, que compara com lucros de 403 milhões de euros em igual período do ano passado.

Nos indicadores operacionais também são bem visíveis os efeitos da pandemia na atividade da Galp Energia. O EBITDA RCA baixou 35% no terceiro trimestre para 401 milhões de euros, enquanto no acumulado dos primeiros noves meses recuou 33% para 1.161 milhões de euros. Os analistas contavam com um EBITDA de 421,3 milhões de euros no terceiro trimestre.

Já os resultados operacionais (EBIT RCA) desceram 71% no trimestre e 74% no acumulado dos nove meses. 
O cash flow operacional registou uma descida bem menos intensa no terceiro trimestre (-10%), embora ainda elevada nos nove meses (-45% para 794 milhões de euros).

Filipe Silva, administrador financeiro da petrolífera, salienta no documento da apresentação dos resultados que os prejuízos do terceiro trimestre foram penalizados pelo impacto dos custos financeiros de 93 milhões de euros, que se devem sobretudo a eventos "non cash" e estão relacionados com derivados de de gás e efeitos cambiais.

 

O CFO salienta que no negócio de "upstream" (produção de petróleo) os resultados foram penalizados pelo baixo valor do Brent e desvalorização do dólar, enquanto na unidade comercial a atividade foi penalizada pelo menor volume de vendas devido à redução da procura num contexto de pandemia. Já na refinação os resultados foram castigados pela margem negativa no terceiro trimestre, o que levou mesmo a empresa a suspender a produção de combustíveis em Matosinhos.



"A resiliência operacional da Galp e a competitividade do seu portfólio foram fundamentais para o nosso desempenho robusto no trimestre", refere o CEO Carlos Gomes da Silva, acrescentando que "continuámos a desenvolver os nossos projetos de acordo com as orientações estratégicas, apesar das condições de mercado sem precedentes, posicionando a Galp como um player solar líder na Península Ibérica e promovendo o nosso crescimento sustentável".

Apesar da pandemia, a Galp Energia aumentou o investimento, que mais do que duplicou no terceiro trimestre para 444 milhões de euros e subiu 26% para 724 milhões de euros nos nove meses.

A dívida líquida superou os 2 mil milhões de euros, aumentando 27% face a setembro de 2019. Representa agora 1,3 vezes o EBITDA, bem acima de 0,8 vezes há um ano.



(notícia em atualização)

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