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BCP dispara 10% para máximos de junho e já ganha 70% desde mínimo histórico

Entre o mínimo histórico de finais de outubro e o máximo da sessão de hoje as ações do BCP já acumulam uma valorização de 70%.

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As ações do Banco Comercial Português reagiram em forte alta a uma nota de research publicada pelo CaixaBank/BPI, que recomendou comprar ações do único banco português cotado em bolsa.

 

Os títulos fecharam o dia a subir 9,87% para 11,35 cêntimos, Sendo que ao longo da sessão chegaram a valorizar 10,75% para 11,44 cêntimos. Esta é a cotação intraday mais elevada desde 24 de junho e traduz já uma recuperação de 70% face ao mínimo histórico atingido a 28 de outubro nos 6,81 cêntimos.

 

Foram transacionadas 121 milhões de ações, o que mais do que duplica a média de quase 50 milhões de títulos negociados por dia nos últimos seis meses.

 

Esta escalada das ações está relacionada sobretudo com o otimismo do mercado com os progressos das vacinas contra a covid-19, que colocaram todo o setor bancário europeu em forte alta. A banca tem sido fortemente castigada pelos efeitos da pandemia e apesar desta recuperação o BCP ainda acumula uma queda de 44% este ano na bolsa, onde regista um valor de mercado abaixo de 2 mil milhões de euros.

 

A subida de hoje, dia em que também existiram notícias positivas sobre vacinas, está sobretudo relacionada com uma nota de research publicada pelo CaixaBank/BPI, que alterou a recomendação dos títulos de "neutral" para "comprar".

 

Os analistas do CaixaBank/BPI elevaram a recomendação do BCP de "neutral" para "comprar", mantendo o preço-alvo nos 14 cêntimos por ação, o que lhe confere um retorno potencial de 35,5% face ao valor de fecho da sessão de ontem, de acordo com uma nota de "research" divulgada nesta quarta-feira.

"Esperamos que os ganhos continuem pressionados pelos altos níveis de provisões (...). O lucro líquido deverá ser pressionado pelas baixas taxas de juro e um aperto na previsão dos volumes de empréstimos", começam por escrever os analistas, que mostram, ainda assim, que o título sugere um ganho de 45% a longo prazo.     

 

O banco acrescenta que "apesar dos desafios colocados pela pandemia, o BCP tem sido capaz de reduzir as suas exposições não produtivas [NPE] em 13% nos primeiros nove meses de 2020. Ao mesmo tempo, o banco melhorou os rácios de capital".    

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