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PSD apoia renovação do estado de emergência e opõe-se ao congresso do PCP

Morais Sarmento assegurou que em nome do "interesse nacional", os sociais-democratas não vão deixar de apoiar a renovação do estado de emergência que garantiu ser a vontade de Belém e São Bento. Contudo, o PSD pede "decisões iguais para todos".

David Santiago dsantiago@negocios.pt 18 de Novembro de 2020 às 17:22
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O PSD vai voltar a votar favoravelmente, junto com o PS, a renovação do estado de emergência, porém pede ao Governo "decisões iguais para todos" e uma comunicação das medidas mais clara e que não gere confusões. A garantia foi dada por Nuno Morais Sarmentos, vice-presidente do PSD, no final do encontro mantido, em Belém, com o Presidente da República, e que contou com a participação de Rui Rio, presidente social-democrata, por viodeconferência.

Para corresponder ao "interesse nacional" e porque este é o tipo de "matérias que não admitem disputas políticas e partidárias", o dirigente social-democrata assinalou que o Marcelo Rebelo de Sousa e o primeiro-ministro, António Costa, "entendem claramente como necessária a prorrogação do estado de emergência" de modo a "prolongar este quadro legal para que o Governo possa tomar determinadas medidas" e adotar "decisões também elas extraordinárias". 

Nesse sentido, "o PSD está de acordo, não obstaculiza, que esse quadro excecional se mantenha", disse Morais Sarmento. Ou seja, os sociais-democratas vão votar a favor do prolongamento do estado de emergência que termina a 23 de novembro. 

Garantindo não ter discutido "nenhuma medida em concreto" com o Presidente, Morais Sarmento pediu clareza ao Governo nas decisões que vier a tomar e deixou críticas à adoção de medidas diferenciadas. "Se criarmos excessivas diferenciações, ou cores, ou classifcações, parece-me evidente o risco de os portugueses, a quem já não tem sido bem comunicada pelo Governo a sucessão de decisões, acabem mais confundidos do que agora estão", declarou notando que o PSD chamou a atenção de Marcelo para a "necessidade de haver uma comunicação clara" que não gere "mais confusão".

Sustentou ainda que as "decisões têm de ser iguais para todos" e apesar de não se referir em concreto à intenção do Governo diferenciar os concelhos por níveis de risco de contágio, disse que o PSD não percebe o porquê de se fecharem restaurantes e supermercados, se obrigue as famílias portuguesas a estarem em casa para que "depois se realizem congressos partidários".

Esta foi uma crítica à realização do congresso do PCP prevista para o final deste mês e que ainda hoje foi garantida por Jerónimo de Sousa. Tentando mostrar como os sociais-democratas dão o exemplo, o dirigente fez questão de dizer que apesar de não estar impedida a sua realização, o PSD Madeira adiou o respetivo congresso. 

Neste encontro em Belém, Morais Sarmento quis acima de tudo "deixar bem clara a nossa total discordância quanto à existência de situações para todos os portugueses e exceções para alguns deles". "É tempo de decisões claras e uniformes", rematou.

Orçamento só "poderá piorar significativamente"
O vice de Rio disse ainda que falou com Marcelo sobre "o ponto da discussão do orçamento", cuja aprovação recordou estar exclusivamente a cargo dos partidos da esquerda parlamentar após o primeiro-ministro ter excluído o PSD dessa matéria. 

Morais Sarmento criticou o "completamente absurdo número de propostas" de alteração à proposta de Orçamento do Estado para 2021 feita pelo Governo, contabilizando em cerca de 1.400 as propostas apresentadas pelos diferentes partidos em sede de discussão na especialidade. Um número elevado que para este dirigente social-democrata demonstra o "disparate do exercício em curso" e que indica que o orçamento só "poderá piorar significativamente".

Esta sexta-feira, começam as votações do OE2021 na especialidade antes da votação final global prevista para a próxima semana.

(Notícia atualizada)
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